Fundos de investimento (FIC)

Segundo a CVM um Fundo de investimento é formado pela comunhão de recursos de investidores diversos, esses recursos são destinados a aplicações financeiras. É constituído sob a forma de condomínio e destinado à aplicação em ativos financeiros, entre eles títulos da dívida pública, ações, debêntures, moedas e derivativos. O funcionamento dos fundos obedece a normas da CVM e a um regulamento próprio, sendo este o principal documento do fundo. Nele são estabelecidas as regras relativas ao objetivo, à política de investimento, aos tipos de ativo negociados, aos riscos envolvidos nas operações, às taxas de administração e outras despesas do fundo, como também ao seu regime de tributação e outras informações relevantes.

Há fundos de investimento para o investidor conservador, moderado e agressivo. Um fundo possui características específicas (ativos, taxas de administração, regulamento, administrador, objetivo, etc) e é alinhado com um nível de risco. Os fundos podem ser uma opção de investimento interessante. Porém, por existirem diferentes tipos (fundo de renda fixa, fundo de ações, fundo multimercado, fundo de câmbio, fundo de ouro…) é sempre importante conhecer um pouco mais a respeito antes de investir em um. Os fundos de investimento de modo geral se baseiam em cotas para classificar a participação do investidor, disso surge o acrônimo FIC (Fundos de investimento em cotas)

Benjamim Graham diz que existe um princípio antigo e saudável que deveria ser seguido por aqueles que não podem ser dar ao luxo de correr riscos, no sentido de contentarem-se com um rendimento relativamente baixo advindo de investimentos. A taxa de retorno almejada deve ser mais ou menos proporcional ao grau de risco que se está disposto a assumir. O mesmo autor descreve duas modalidades de investidor, o ativo e defensivo. O investidor defensivo visa tranquilidade e segurança, considerando o que foi dito, esse obteria um rendimento menor em relação ao rendimento do investidor ativo que dedica mais tempo e atenção aos ativos. O investidor defensivo atribui a um gestor competente para essa atividade. Mas essa tarefa possui custos: A taxa de administração1; alguns possuem taxa de performance2. As características de um fundo de investimento são: o benchmark3 ao qual ele está associado; o CNPJ; a classificação/rating4; a data de início, histórico das rentabilidades; a quantidade de dias necessários para o resgate, a aplicação mínima, movimentação mínima, o administrador, o gestor; o custodiante, etc; Todas essas informações podem ser encontradas nos documentos do fundo, podem ser encontrados na corretora que o oferece: prospecto do fundo; o regulamento e outros. No site da corretora podem ser encontrados outras características como os objetivos, a política de gestão e o público alvo.

Ainda de acordo com a CVM, os ativos financeiros nos quais o fundo aplica compõem o que se chama de carteira do fundo. Esses ativos podem ser de várias classes, de emissores públicos ou privados, emitidos no Brasil ou no exterior. São inúmeras opções disponíveis. Entretanto, a escolha dos gestores é limitada por regras impostas pela regulamentação, e que restringem a sua liberdade de atuação. Nestes fundos respeita-se os chamados limites de concentração, esses limites buscam mitigar riscos relacionados ao excesso de concentração dos investimentos em uma mesma modalidade de ativo, em um mesmo emissor, ou em ativos no exterior.

Ademais, há classes para os fundos de investimento, elas transmitem uma noção de quais ativos financeiros podem fazer parte de sua carteira de investimento. De maneira geral, essas regras ajudam a compreender a composição da carteira dos fundos de investimento, indicam o nível de risco assumido pelos fundos, assim como a expectativa de retorno, e se constituem, portanto, em ferramenta fundamental para análise e decisão dos investidores. A Figura 15 ilustra uma lista de Fundos de investimentos oferecidos por uma corretora.

Figura 15: Lista de Fundos de investimento de uma corretora.

Se você preferir pode usar um fundo de investimento em busca de maior tranquilidade, porém, em detrimento de uma possível maior rentabilidade. A Figuras 16 apresenta um recorte de um dos documentos do fundo de ação FAMA FIC FIA, um fundo de perfil agressivo pra investidores defensivos.

Figura 16: Setores das empresas com maior participação no fundo.

Referências:

CVM: https://www.investidor.gov.br/menu/Menu_Investidor/fundos_investimentos/introducao. [Voltar]

GRAHAM, Benjamin. O Investidor Inteligente. O guia clássico para ganhar dinheiro na bolsa, 4ª. ed. Rio de Janeiro: Harper Collins, 2018. [Voltar]

Glossário:

1 – Taxa de administração: Taxa que o fundo cobra para dar manutenção nas suas atividades. [Voltar]

2 – Taxa de performance: Taxa que o fundo cobra caso o fundo ultrapasse a rentabilidade um benchmark. Em grande parte dos fundos de ações essa taxa é 20%. [Voltar]

3 – Benchmark: Indexador de comparação usado, pode ser a Taxa Selic, CDI, IFIX, Ibovespa, etc. [Voltar]

4 – Rating: A classificação do fundo é feita por agências de classificação de riscos também chamadas de agência de notação financeira ou agência de notação de risco. De forma geral na tabela de classificação de risco a maior classificação é AAA e a menor é a D – Algumas variações são AA, AA-, Aaa, AA+, BBB, BBb, BB+, BB-, CC. Isso varia conforme a classificação usada pela agência. [Voltar]

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