ETF’s

ETFs

ETF? É uma sigla que significa Exchange Traded Fund, do inglês, Fundo negociado em bolsa. Isto é, um fundo de investimentos. Em síntese é um conglomerado onde vários investidores fazem seus aportes. E porque esse nome? Bom, ele tem algumas diferenças de um fundo comum, a saber:

  • São atrelados a um índice de referência. Mas o que é um índice desses? É uma taxa de comparação, um bechmark. Ao passo que a maioria dos ETFs são de renda variável e o indexador usado Brasil é o Ibovespa. Dessa forma todas as ações do ETF devem tem ser as mesmas ações que compõem o índice ao qual está ele atrelado, e na mesma proporção.
  • Da mesma forma que os outros ativos de renda variável negocia-se ETFs no pregão da bolsa de valores. Como ações negocia-se cotas dos ETFs

Fundo cambial

Fundo cambial

Olá, espero que esteja tudo bem! Vamos continuar com o conteúdo de Fundos de investimento. Nesse post vamos ver  o fundo cambial. Mas…

O que é um fundo cambial?

De acordo com a CVM, este é um fundo que precisa ter pelo menos 80% dos ativos no fator de risco de outra moeda. Mas o que isso significa?

No fim das contas o investimento é feito em uma moeda estrangeira, por exemplo, euro ou dólar. E serve pra investir em vários países com um só ativo. Dessa forma seus ativos não ficam sob o risco de só uma moeda. Assim ele também é indicado pra estratégia hedge. Isto époupar-se de uma possível perda de valor. Se, por exemplo, o investidor tiver um ativo atrelado ao dólar ele  ganha se a moeda se valorizar. Ainda sobre esses ativos há…

Tipos de fundos cambiais

Renda fixa: Um detalhe é que esses fundos podem conter ativos de diferentes países. Da mesma maneira que no Brasil, empresas dos setores público e privado definem as taxas de juros dos ativos desses fundos.

Ações: Sabemos que os fundos de ações investem em ações de empresas. Da mesma forma, fundos cambiais investem em ações de empresas exportadoras. Então é o câmbio (troca de uma moeda por outra) que define as perdas e ganhos das empresas. A seguir há alguns exemplos:

    • Suzano (SUZB3)
    • Klabin (KLBN3)
    • Embraer (EMBR3)
    • Vale (VALE3)

Hedge funds: Em síntese se parecem com os fundos multimercado, com a diferença de ser em escala global.

Portfólios globais: Sabemos que fundos multimercado compram ativos. E os portfólios globais também o fazem, mas de forma indireta. Por meio de uma seleção de fundos que compram esses ativos. A seguir vamos ver:

Rentabilidade

Vale ressaltar que é um ativo de renda variável! Assim sendo não há como precisar um ganho pra um intervalo de tempo. De acordo com o tipo de fundo cambial deve-se usar um benchmark, uma taxa de comparação. Se for de renda fixa, CDI. Se for de ações, Ibovespa, etc… Enfim, a taxa do ativo. Por fim, vai depender do desempenho do fundo. Sim, mas…

Pra quais fins são indicados os fundos cambiais?

Como já vimos este é um produto que pode ser usado pra fazer hedge. Além de que pode-se lucrar com a perda de valor da moeda nacional. Se você quer viajar pro exterior, por exemplo, é uma boa opção, pois assim você não tem que se preocupar com as oscilações da moeda. Bem sabemos que o dólar é uma moeda forte e vamos mostrar…

Três formas de investir em dólar

  • Papel moeda: Uma opção é comprar a moeda em papel. Uma boa hora pra fazer isso é quando o valor do dólar cai. Contudo essa não é a melhor forma de lucrar. Por isso os tópicos seguintes mostram mais duas opções.
  • Outro jeito é comprar ações de empresas que exportam em dólar. Pois seus negócios são ligados à moeda. Além de se livrar das taxas cobradas pelos fundos a proteção é feita de forma eficaz.
  • Além dessas duas pode-se comprar contratos futuros e mini-contratos. Mas o que é isso? Em suma são contratos entre duas partes que são usados pra definir um preço pra compra ou venda de um ativo em uma data. Por exemplo, vamos supor que você tenha uma dívida em dólar que vence daqui a dois meses. Porém pode acontecer de subir a cotação do dólar no fim desse prazo. Então como usar os futuros pra fazer a proteção em dólar? Com futuros é fácil, você pode comprar uma quantia de futuros por uma quantia em reais. Assim seus futuros garantem que até sua data de vencimento, você que comprou tenha direito de vender, pelo valor da cotação corrente em dólar, e não importa quanto custou em reais. Pois é natural que as cotações desses futuros oscilem a todo momento. Outro exemplo, vamos supor que a Petrobrás tenha uma dívida de 10 milhões de dólares que deve ser paga em dois meses. Pra evitar que a dívida cresça por causa da cotação do dólar a Petrobrás então compra futuros para se “proteger”, ficou claro? Qualquer coisa é só falar no e-mail ou nos comentários!

Além dessas formas um fundo cambial é outra opção, só que eles não trazem apenas vantagens, por isso vamos ver…

As vantagens e desvantagens de investir em um fundo cambial

Praticidade: É só comprar cotas de um fundo aqui no Brasil mesmo. Isso pode ser feito numa corretora de valores, uma operação muito comum. Um aporte de x reais esse valor dá direito a uma quantidade de cotas.

Toda a tarefa de gestão fica com o gestor responsável por isso no fundo.  E ele é habilitado pra isso. Então essa opção pode ser boa pra quem não tem tempo ou interesse de acompanhar os investimentos

A liquidez do ativo pode ser alta. Além disso, é um muito benéfico o fato do gestor poder lucrar nesses fundos mesmo com a crise econômica!

× É crucial que você analise bem o fundo no qual quer investir pois há alguns que não rentabilizam nem mesmo pra acompanhar a cotação do dólar. Veja o histórico, a gestão, a lâmina do fundo e tudo pra te dar mais segurança. A página da corretora deve ter todos os documentos dos fundos que você pode investir. Se você der o azar disso ocorrer talvez fosse melhor comprar a moeda física e guardar, o que não é recomendado.

× A gestão tem um custo, que é a taxa de administração, ela pode chegar até mais ou menos a 2% do que render. Além disso é comum um fundo ter a taxa de performance, isto é, um percentual do que passar de um benchmark. Essa taxa varia em torno de 20%.

× Como já foi dito, um fundo cambial é um investimento de renda variável. E por isso é natural conter riscos de perda. Pois tudo que afeta a economia reflete na rentabilidade.

Conclusão

Por fim, uma máxima do mercado financeiro é que quanto maior for o potencial de lucro também será maior o risco. Isso se aplica aos ativos de todo tipo. Um fundo cambial pode gerar uma boa rentabilidade, do mesmo jeito tem maiores riscos.

A Bolsa de Valores

Vamos começar a falar dos ativos de renda variável, volta e meia poderei usar algum termo até então desconhecido. Então vamos lá. Não podemos deixar de falar da Bolsa de Valores. Ela é um ambiente dedicado para investidores se reunirem para negociarem ações1 de empresas, títulos de renda fixa, commodities2, fundos de investimento imobiliário3 e outros ativos. O motivo dela existir é pra que as empresas possam captar recursos para dar andamento em suas atividades. Nem sempre é a solução mais viável tomar empréstimos para isso. Nesse sentido as empresas abrem o capital (alistam-se na Bolsa de Valores) e disponibilizam ações. Quando uma pessoa compra uma ação ele passa a deter uma participação na sociedade da empresa. Uma ação só pode ser negociada se houver outro investidor interessado em negociar aquele ativo, a bolsa de valores intermedeia essa negociação e o papel dela é garantir que essa negociação ocorra de forma justa, eficiente e segura.

Agora deixa eu fazer o papel importante de tentar desfazer a imagem negativa da bolsa de valores. Imaginar que a Bolsa de Valores é somente para ricos é uma característica comum das pessoas ignorantes no assunto e preconceituosas. Que fortalecem esse pensamento simplesmente porque é mais confortável continuar reforçando a posição atual, que geralmente é alinhada com a cultura da sociedade, esta tem o mesmo comportamento. Vamos a algumas características:

• A bolsa de valores é democrática – qualquer pessoa maior de idade está apta para negociar ativos na B3 – o lucro/prejuízo do investidor é proporcional a sua participação (quantidade de ações, cotas…) no ativo;

• A bolsa possibilita a participação de qualquer pessoa no negócio da empresa, se uma pessoa detiver apenas uma ação ela já se torna sócia da empresa, e há muitas empresas sólidas negociáveis, essas empresas são chamadas de empresas de capital aberto, essas empresas quando listadas na bolsa de valores são referidas como sociedades anônimas (SAs), justamente porque são diversas pessoas diferentes e desconhecidas que negociam a participação na S.A.; A única restrição hoje é ter algum dispositivo com internet para participar desse ambiente – graças ao advento da internet não é mais necessário estar presencialmente para negociar;

• Para que a B3 consiga se manter ela cobra uma pequeníssima taxa sobre as negociações que são feitas dentre os investidores, essas taxas são os emolumentos. Mas além de possibilitar a participação do capital de grandes empresas ela custodia seus ativos comprados, ou seja, se você compra 200 ações ela “guarda” essas 200 ações registradas em seu CPF. Mesmo que a corretora quebre seus ativos ficam custodiados lá, na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Ela  é uma organização auto-regulada, que funciona sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)4 e através de gestão direta da bolsa de valores (B3). Ela custodia ações, cotas de FII’s, ETF’s5, Derivativos6 e Títulos públicos. Em Fundos de investimento como multimercado e fundos de ações, a custódia pode ser designada a terceiros ou realizada pela própria instituição relativa ao fundo de investimento (uma corretora, um banco, uma instituição financeira, a corporação do fundo, etc).

• A bolsa de valores possibilita que as empresas captem recursos de pessoas para dar prosseguimento às suas atividades de forma mais viável. Isso é feito disponibilizando ações em circulação que podem ser vendidas em troca de uma participação na S.A.

• A B3 NÃO é um ambiente propício ao enriquecimento fácil e rápido. É pra manutenção de patrimônio. Apesar de existirem diferentes modalidades comportamentais quanto aos ativos (também chamados de papéis) negociáveis a intenção principal é manter as sociedades pensando no longo prazo. Todas as empresas para continuarem existindo precisam da correção da inflação, isso reflete diretamente na cotação das ações. Apesar de existirem oscilações frenéticas nas cotações das ações, o padrão comportamental de todos os investidores é manter a correção desses preços.

• A B3 também possibilita que sejam feitas negociações de ativos durante o tempo que se desejar, isso dá margem para que pessoas atuem como traders, comprando e vendendo os ativos baseados apenas nas cotações – A depender do tempo que se permanece com o papel faz-se, Scalping7, Day-trade8, Swing-Trade9, Position-Trade10 e Buy and Hold11.

• Como qualquer pessoa (física ou jurídica) pode negociar, tal pessoa decide comprar ou vender ao preço que quiser, isso forma o livre mercado, por outro lado por causa disso podem ocorrer manipulações de preços, isso porque pode aparecer uma oferta de compra ou venda de uma quantidade muito grande de ações por apenas um investidor, o que pode influenciar o comportamento alheio. A Figura 14 ilustra um box de cotações de uma corretora de valores para o ativo ABEV3 (Ambev S.A.).

Figura 14: Book de ofertas para diferentes cotações da Ambev S.A.

Na imagem anterior cada linha representa uma oferta de compra (C) e uma de venda (V). Uma oferta de compra/venda tem a corretora (Clear, Modal, Btg, Ágora, Xp, Itaú, Mirae…) que está mediando a negociação, a quantidade de ações definida para a transação e o preço de cada unidade. Para que uma oferta como essa apareça no book é necessário que seja enviada uma ordem para a corretora com todas essas definições e veremos isso detalhadamente mais à frente. R$ 12,93 é o último valor que foi pago pelo ativo. Quanto mais pessoas estiverem negociando o ativo maior é sua liquidez, quanto maior a liquidez maior o potencial de oscilação de cotações.

Esse post ficou maior do que eu imaginava e mal adentramos no universo da renda variável. Mas por enquanto é o suficiente. Até o próximo post!

Glossário:

1 – Ação: De forma clara e simples, ações são uma participação na propriedade de uma empresa. Ações representam um direito sobre os ativos e lucros da empresa. Na medida em que você adquire mais ações, sua participação acionária na empresa torna-se maior.[Voltar]

2 – Commodity: são produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos em escala e que podem ser estocados sem perda de qualidade, como petróleo, suco de laranja congelado, boi gordo, café, soja e ouro. Commodity vem do inglês e originalmente tem significado de mercadoria[Voltar]

3 – FII: Fundo de investimento imobiliário: se parece com uma ação de empresa mas é uma comunhão de recursos destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários. A participação no FII é dada pela quantidade de cotas que o cotista detiver. Vamos falar detalhamento dos FII’s posteriormente em algum post.[Voltar]

4 – CVM: A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia do Brasil, fundada em 2002. A CVM tem poderes para disciplinar, normalizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. Seu poder de normalizar abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários.[Voltar]

5 – ETF: Exchange-traded fund (ETF) é um fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores como se fosse uma ação. Um ETF também pode ser chamado de fundo de índice. A maioria dos ETFs acompanham um índice, como um índice de ações ou índice de títulos. Os ETFs podem ser atraentes como investimentos por causa de seus baixos custos, eficiência tributária e recursos semelhantes a ações. ETFs existem apenas na B3. Vamos falar detalhadamente em algum post mais à frente.[Voltar]

6 – Derivativos: São contratos que derivam a maior parte de seu valor de um ativo subjacente, taxa de referência ou índice. O ativo subjacente pode ser físico (café, ouro, etc.) ou financeiro (ações, taxas de juros, etc.), negociado no mercado à vista ou não (é possível construir um derivativo sobre outro derivativo). Os derivativos podem classificados em contratos a termo, contratos futuros, opções de compra e venda, operações de swaps, entre outros, cada qual com suas características. Num post futuro falaremos detalhadamente sobre esses derivativos.[Voltar]

7 – Scalping: Operações de curtíssimo prazo que visam o spread do mercado em momentos laterais, ou seja, pequenos movimentos de variação do preço. Enquanto um Day-trader em média faz de 1 a 3 operações por dia, um Scalper faz de 15 a 70. Os operadores de Scalping usam a técnica de Tape Reading, uma técnica antiga na qual os operadores utilizavam para analisar dois componentes: Volume e Preço. Literalmente, tape reading significa leitura da fita.[Voltar]

8 – Day-trade: Comprar e vender papéis no mesmo dia. Day-trades fazem uso de análise gráfica/técnica baseados apenas no preço e outros indicadores como médias móveis, volume, linhas de tendência, suporte e resistência, oscilador estocástico e muitos outros.[Voltar]

9 – Swing-Trade: Comprar e manter os papéis por alguns dias ou semanas. Trader que também faz uso de análise gráfica/técnica baseados apenas no preço e outros indicadores como médias móveis, volume, linhas de tendência, suporte e resistência, oscilador estocástico e muitos outros.[Voltar]

10 – Position-Trade: Comprar e permanecer com o ativo por meses ou anos. Pode ser considerado um investimento. O objetivo é a realização de lucros a longo prazo, mas assim que um preço for atingido a operação é finalizada. As operações de longo prazo se encaixam para um perfil de investidor que não se preocupa com a volatilidade diária e que desconsidera as interferências do mercado no curto prazo. Esse investidores se baseiam nos fundamentos da empresa.[Voltar]

11 – Buy and Hold: O conceito correto para o buy and hold é o de comprar as melhores empresas e segura-las por um período indeterminado, enquanto elas ainda continuarem a ser de altíssima qualidade. Dessa maneira o investidor mantem a posição (quantidade de ações possuídas) independentemente do andamento da economia, política ou informações que podem afetar o curto prazo. Entretanto, sobre hipótese alguma, se recomenda segurar um ativo quando ele não apresenta a qualidade operacional pelo qual foi motivo para escolhê-lo como um bom investimento.[Voltar]