A Bolsa de Valores

Vamos começar a falar dos ativos de renda variável, volta e meia poderei usar algum termo até então desconhecido. Então vamos lá. Não podemos deixar de falar da Bolsa de Valores. Ela é um ambiente dedicado para investidores se reunirem para negociarem ações1 de empresas, títulos de renda fixa, commodities2, fundos de investimento imobiliário3 e outros ativos. O motivo dela existir é pra que as empresas possam captar recursos para dar andamento em suas atividades. Nem sempre é a solução mais viável tomar empréstimos para isso. Nesse sentido as empresas abrem o capital (alistam-se na Bolsa de Valores) e disponibilizam ações. Quando uma pessoa compra uma ação ele passa a deter uma participação na sociedade da empresa. Uma ação só pode ser negociada se houver outro investidor interessado em negociar aquele ativo, a bolsa de valores intermedeia essa negociação e o papel dela é garantir que essa negociação ocorra de forma justa, eficiente e segura.

Agora deixa eu fazer o papel importante de tentar desfazer a imagem negativa da bolsa de valores. Imaginar que a Bolsa de Valores é somente para ricos é uma característica comum das pessoas ignorantes no assunto e preconceituosas. Que fortalecem esse pensamento simplesmente porque é mais confortável continuar reforçando a posição atual, que geralmente é alinhada com a cultura da sociedade, esta tem o mesmo comportamento. Vamos a algumas características:

• A bolsa de valores é democrática – qualquer pessoa maior de idade está apta para negociar ativos na B3 – o lucro/prejuízo do investidor é proporcional a sua participação (quantidade de ações, cotas…) no ativo;

• A bolsa possibilita a participação de qualquer pessoa no negócio da empresa, se uma pessoa detiver apenas uma ação ela já se torna sócia da empresa, e há muitas empresas sólidas negociáveis, essas empresas são chamadas de empresas de capital aberto, essas empresas quando listadas na bolsa de valores são referidas como sociedades anônimas (SAs), justamente porque são diversas pessoas diferentes e desconhecidas que negociam a participação na S.A.; A única restrição hoje é ter algum dispositivo com internet para participar desse ambiente – graças ao advento da internet não é mais necessário estar presencialmente para negociar;

• Para que a B3 consiga se manter ela cobra uma pequeníssima taxa sobre as negociações que são feitas dentre os investidores, essas taxas são os emolumentos. Mas além de possibilitar a participação do capital de grandes empresas ela custodia seus ativos comprados, ou seja, se você compra 200 ações ela “guarda” essas 200 ações registradas em seu CPF. Mesmo que a corretora quebre seus ativos ficam custodiados lá, na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Ela  é uma organização auto-regulada, que funciona sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)4 e através de gestão direta da bolsa de valores (B3). Ela custodia ações, cotas de FII’s, ETF’s5, Derivativos6 e Títulos públicos. Em Fundos de investimento como multimercado e fundos de ações, a custódia pode ser designada a terceiros ou realizada pela própria instituição relativa ao fundo de investimento (uma corretora, um banco, uma instituição financeira, a corporação do fundo, etc).

• A bolsa de valores possibilita que as empresas captem recursos de pessoas para dar prosseguimento às suas atividades de forma mais viável. Isso é feito disponibilizando ações em circulação que podem ser vendidas em troca de uma participação na S.A.

• A B3 NÃO é um ambiente propício ao enriquecimento fácil e rápido. É pra manutenção de patrimônio. Apesar de existirem diferentes modalidades comportamentais quanto aos ativos (também chamados de papéis) negociáveis a intenção principal é manter as sociedades pensando no longo prazo. Todas as empresas para continuarem existindo precisam da correção da inflação, isso reflete diretamente na cotação das ações. Apesar de existirem oscilações frenéticas nas cotações das ações, o padrão comportamental de todos os investidores é manter a correção desses preços.

• A B3 também possibilita que sejam feitas negociações de ativos durante o tempo que se desejar, isso dá margem para que pessoas atuem como traders, comprando e vendendo os ativos baseados apenas nas cotações – A depender do tempo que se permanece com o papel faz-se, Scalping7, Day-trade8, Swing-Trade9, Position-Trade10 e Buy and Hold11.

• Como qualquer pessoa (física ou jurídica) pode negociar, tal pessoa decide comprar ou vender ao preço que quiser, isso forma o livre mercado, por outro lado por causa disso podem ocorrer manipulações de preços, isso porque pode aparecer uma oferta de compra ou venda de uma quantidade muito grande de ações por apenas um investidor, o que pode influenciar o comportamento alheio. A Figura 14 ilustra um box de cotações de uma corretora de valores para o ativo ABEV3 (Ambev S.A.).

Figura 14: Book de ofertas para diferentes cotações da Ambev S.A.

Na imagem anterior cada linha representa uma oferta de compra (C) e uma de venda (V). Uma oferta de compra/venda tem a corretora (Clear, Modal, Btg, Ágora, Xp, Itaú, Mirae…) que está mediando a negociação, a quantidade de ações definida para a transação e o preço de cada unidade. Para que uma oferta como essa apareça no book é necessário que seja enviada uma ordem para a corretora com todas essas definições e veremos isso detalhadamente mais à frente. R$ 12,93 é o último valor que foi pago pelo ativo. Quanto mais pessoas estiverem negociando o ativo maior é sua liquidez, quanto maior a liquidez maior o potencial de oscilação de cotações.

Esse post ficou maior do que eu imaginava e mal adentramos no universo da renda variável. Mas por enquanto é o suficiente. Até o próximo post!

Glossário:

1 – Ação: De forma clara e simples, ações são uma participação na propriedade de uma empresa. Ações representam um direito sobre os ativos e lucros da empresa. Na medida em que você adquire mais ações, sua participação acionária na empresa torna-se maior.[Voltar]

2 – Commodity: são produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos em escala e que podem ser estocados sem perda de qualidade, como petróleo, suco de laranja congelado, boi gordo, café, soja e ouro. Commodity vem do inglês e originalmente tem significado de mercadoria[Voltar]

3 – FII: Fundo de investimento imobiliário: se parece com uma ação de empresa mas é uma comunhão de recursos destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários. A participação no FII é dada pela quantidade de cotas que o cotista detiver. Vamos falar detalhamento dos FII’s posteriormente em algum post.[Voltar]

4 – CVM: A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia do Brasil, fundada em 2002. A CVM tem poderes para disciplinar, normalizar e fiscalizar a atuação dos diversos integrantes do mercado. Seu poder de normalizar abrange todas as matérias referentes ao mercado de valores mobiliários.[Voltar]

5 – ETF: Exchange-traded fund (ETF) é um fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores como se fosse uma ação. Um ETF também pode ser chamado de fundo de índice. A maioria dos ETFs acompanham um índice, como um índice de ações ou índice de títulos. Os ETFs podem ser atraentes como investimentos por causa de seus baixos custos, eficiência tributária e recursos semelhantes a ações. ETFs existem apenas na B3. Vamos falar detalhadamente em algum post mais à frente.[Voltar]

6 – Derivativos: São contratos que derivam a maior parte de seu valor de um ativo subjacente, taxa de referência ou índice. O ativo subjacente pode ser físico (café, ouro, etc.) ou financeiro (ações, taxas de juros, etc.), negociado no mercado à vista ou não (é possível construir um derivativo sobre outro derivativo). Os derivativos podem classificados em contratos a termo, contratos futuros, opções de compra e venda, operações de swaps, entre outros, cada qual com suas características. Num post futuro falaremos detalhadamente sobre esses derivativos.[Voltar]

7 – Scalping: Operações de curtíssimo prazo que visam o spread do mercado em momentos laterais, ou seja, pequenos movimentos de variação do preço. Enquanto um Day-trader em média faz de 1 a 3 operações por dia, um Scalper faz de 15 a 70. Os operadores de Scalping usam a técnica de Tape Reading, uma técnica antiga na qual os operadores utilizavam para analisar dois componentes: Volume e Preço. Literalmente, tape reading significa leitura da fita.[Voltar]

8 – Day-trade: Comprar e vender papéis no mesmo dia. Day-trades fazem uso de análise gráfica/técnica baseados apenas no preço e outros indicadores como médias móveis, volume, linhas de tendência, suporte e resistência, oscilador estocástico e muitos outros.[Voltar]

9 – Swing-Trade: Comprar e manter os papéis por alguns dias ou semanas. Trader que também faz uso de análise gráfica/técnica baseados apenas no preço e outros indicadores como médias móveis, volume, linhas de tendência, suporte e resistência, oscilador estocástico e muitos outros.[Voltar]

10 – Position-Trade: Comprar e permanecer com o ativo por meses ou anos. Pode ser considerado um investimento. O objetivo é a realização de lucros a longo prazo, mas assim que um preço for atingido a operação é finalizada. As operações de longo prazo se encaixam para um perfil de investidor que não se preocupa com a volatilidade diária e que desconsidera as interferências do mercado no curto prazo. Esse investidores se baseiam nos fundamentos da empresa.[Voltar]

11 – Buy and Hold: O conceito correto para o buy and hold é o de comprar as melhores empresas e segura-las por um período indeterminado, enquanto elas ainda continuarem a ser de altíssima qualidade. Dessa maneira o investidor mantem a posição (quantidade de ações possuídas) independentemente do andamento da economia, política ou informações que podem afetar o curto prazo. Entretanto, sobre hipótese alguma, se recomenda segurar um ativo quando ele não apresenta a qualidade operacional pelo qual foi motivo para escolhê-lo como um bom investimento.[Voltar]

Inflação

Lembra que falamos de ativos num post anterior? Renda fixa, renda variável, etc. Pois é , o fato é que de qualquer forma você está exposto à economia do país, isso parece óbvio demais, dã. E logicamente aparentemente estamos mais seguros em ativos de renda fixa, afinal eles preservam o capital inicial investido. Porém, algo que ninguém te lembra é se o rendimento dessa aplicação financeira pelo menos mantém o seu poder de compra com o passar do tempo. 

Se a taxa da inflação for maior que a taxa Selic fica muito mais difícil encontrar um ativo que pelo menos preserve o poder de compra, veja lá ter rentabilidade real, a rentabilidade que passa da inflação. Em outras palavras, a inflação consome seu dinheiro e você nem sente! 

Aha! Fique esperto, talvez você esteja queimando dinheiro e nem se dá conta disso, é só o rendimento ser menor que a inflação que isso acontece. E logicamente, você não quer deixar isso acontecer com seu dinheiro tão suado né? E os ativos financeiros podem fazer isso por você. Lembra que eu falei? Devemos nos pagar antes e uma forma de fazer isso é comprando ativos! A dúvida agora é qual ativo comprar, de que tipo, de renda fixa ou de renda variável?

Já vimos que estamos expostos à economia independentemente do tipo de ativo ou mesmo algum bem do nosso patrimônio, vimos que podemos perder dinheiro até mesmo em ativos de renda fixa. Então como se proteger da inflação? Isso pode ser alcançado tanto com ativos de renda fixa quanto com ativos de renda variável.

Em renda fixa há ativos que garantem proteção contra a inflação, os mais conhecidos são os títulos do tesouro nacional. Estes garantem que uma vez investido um valor, será garantida a correção da inflação mais uma pequena taxa que é a rentabilidade real na data de vencimento do título. Mas isso só é garantido na data de vencimento, no intervalo da data de compra do título até a data de vencimento a rentabilidade oscila de acordo com a economia, sendo que pode acontecer que nesse intervalo tenha menos capital do que o investido.

A outra forma é através de ativos de renda variável, antes de apresentar a sugestão imediata, trago um exemplo para que você compreenda o porque da mesma. Já parou pra pensar no porquê todo ano a conta de energia, de água e de telefone, ficam mais caras? É o efeito da inflação, pelo fato de tudo ter ficado mais caro de forma generalizada, os custos de produção também aumentaram e isso precisa ser repassado ao consumidor para que a empresa consiga se manter. Então para que uma empresa qualquer continue existindo é necessário acompanhar a inflação. Certo, mas onde isso entra na questão dos investimentos? Você pode se tornar sócio das empresas que estão listadas na bolsa de valores! Para fazer isso basta comprar uma ação de uma empresa, aí você já é um acionista. Uma ação é uma pequeníssima fração da empresa e sua cotação tende a acompanhar a inflação. É comum também que o acionista receba parte dos lucros da empresa, logicamente proporcional a sua participação no capital da empresa, a quantidade de ações.

Porém, é prudente que você deixe disponível um valor que possa ser resgatado e livre das oscilações de mercado, uns chamam isso de reserva de emergência, reserva de oportunidades, reserva de liquidez, outros chamam de caixa, enfim, é um capital que você pode resgatar a qualquer momento. É comum sugerirem que essa reserva de emergência tenha o valor de 12 meses do seu custo de vida se você for um profissional autônomo ou 6 meses caso seja um assalariado. Entretanto, não tem regra certa ou errada, o mais importante é você ficar confortável com o montante que você separou pra isso. Por ordem de prioridade: a primeira coisa que precisa ser feita antes de investir é quitar as dívidas se existirem, não faz sentido investir havendo dívidas pois não é garantido que a rentabilidade dos investimentos e/ou aplicações as supere; em seguida deve ser feita a falada reserva de emergência, algumas pessoas possuem 100% do capital investido em renda variável mas isso já é para pessoas com mais experiência nesse tipo de ativo. Depois disso é que poderão ser escolhidos os ativos financeiros de diferentes tipos, e a partir de então vou lhe apresentar cada um nos próximos posts.

Por fim uma pergunta: Porque não é prudente alocar tudo em ativos de uma só categoria (Renda fixa ou Renda variável)? Se há dúvidas deixe nos comentários.

Renda Fixa x Renda Variável

Como tudo está associado, é melhor abordar junto as coisas que estão mais relacionadas. Quando falamos de investimentos volta e meia nos referimos a ativos financeiros. E são eles que se classificam entre ativos de renda fixa e ativos de renda variável. Existem vários e vou falar sobre alguns em postagens adiante.

Há ativos que possibilitam calcular precisamente ou fazer uma estimativa muito próxima de um valor até uma data. Neste caso o rendimento seria fixo. É isso que acontece com os ativos de renda fixa. Ao fazer um aporte em um ativo de renda fixa  estamos fazendo uma aplicação financeira. Quando você diz que vai aplicar seu dinheiro, significa que vai fazer um aporte em um ativo de renda fixa. Uma característica dos ativos de renda fixa é a manutenção e aumento do capital inicial investido com o decorrer do tempo. Porém, esse aumento de capital é atrelado a um índice. Na verdade, todos os ativos de renda fixa devem seguir esse índice, que é definido por um órgão regulador. Este por sua vez define tal índice baseado na economia local corrente. No caso do Brasil esse órgão regulador é o COPOM (Comitê de Política Monetária).

O COPOM é um órgão que foi constituído no Banco Central do Brasil em 1996. Foi criado para dirigir a política monetária do país e estabelecer diretrizes a respeito da taxa de juros. Pera, pera, pera! Taxa de juros de quê? A taxa base para os ativos financeiros relativos à economia do país e ela é definida através de uma fórmula, tudo vai se basear nela. É ruim pra economia se o valor dessa taxa for muito diferente da demanda da economia do país. O valor precisa ser definido baseado no estado da economia a cada 45 dias. Essa taxa de juros é chamada de Taxa Selic. Por essa taxa de juros afetar tudo, ela reflete diretamente no controle da inflação do país.

Vimos o conceito de renda fixa, aplicação, aporte e Taxa Selic. Agora vamos entender como essa taxa está intimamente ligada à inflação. Pra tentar esclarecer o que é a inflação, esse é um termo que está ligado ao aumento contínuo e generalizado dos preços numa economia. Tente se lembrar do que você conseguiria comprar em um supermercado a 10 anos atrás com o mesmo valor que você gasta hoje pra fazer uma feira qualquer. Daria pra comprar muito mais coisa né?

Mas como a Taxa Selic está ligada à inflação? Sim, ela afeta tudo mas observe este único exemplo, que é simples porque eu tirei muitas variáveis: Pra o produto chegar ao supermercado ele teve custos: matéria prima, produção, transporte, etc. Quem produziu o que está na prateleira do supermercado geralmente foi uma empresa. Pra empresa dar continuidade no seu funcionamento é comum que ela faça dívidas. Quem empresta o dinheiro, os credores, geralmente são grandes instituições financeiras. Que por sua vez fazem empréstimos visando um prêmio/lucro por ele. Esse prêmio é o juros da dívida. Porém a taxa dos juros desse prêmio gira em torno da Taxa Selic. É aí o X da questão. Assim, quanto maior a Taxa Selic mais juros devem ser pagos. Com isso dá pra inferir que quanto maior essa taxa, maior a resistência em pegar empréstimos. O contrário também é verdadeiro. Supondo uma diminuição da taxa Selic, o custo daquele produto da prateleira diminuiria, o que estimula a produção, isso aumenta a oferta daquele produto, e acaba por diminuir ou manter o preço frente a toda cadeia de suprimentos da concorrência. Um aumento da taxa Selic causa o efeito contrário. Então porque não manter sempre baixa a Taxa Selic? Diminuir indiscriminadamente a taxa Selic pode causar um aumento de produção maior do que a demanda, subvalorizando os produtos, desestimulando assim a produção porque não seria mais vantajoso pra empresa todo o trabalho pra pouco lucro. Analogamente, aumentar a taxa Selic aumentaria muito o custo o que também acaba por desestimular a produção. A taxa Selic serve como um regulador e precisa estar bem alinhada com a situação corrente da economia. Regulador? É, se a demanda e a produção não estiverem de acordo ela entra em ação. Demanda maior que a oferta, diminui-se a Selic pra aumentar a produção. Demanda menor que a oferta, aumenta-se a Selic pra diminuir a produção. 

Na Renda Variável é diferente. De agora em diante o termo “aplicação financeira” não é mais adequado mas sim investimento. Pois não dá pra precisar o valor final de um investimento depois de um período, quem faz um INVESTIMENTO em renda variável deve focar no longo prazo, décadas. No livro O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham, ele diz que é hora todos reconhecerem que o termo “investidor de longo prazo” é redundante. Como apresentado na Figura 2, no caso ele esse se refere a um ativo de renda variável, ação de uma empresa.

Figura 2: Apresentação de trecho do livro (O investidor inteligente), pp 177.

Na renda variável os indexadores usados são outros, por exemplo, IFIX e Ibovespa. Historicamente o que se mostra é que geralmente quando a taxa Selic cai o índice que mostra o crescimento das empresas da bolsa, o Ibovespa, sobe. Dá pra deduzir a lógica por trás disso? 

Uma verdade absoluta do mercado financeiro é que o retorno é proporcional ao risco que se corre. O risco dos ativos de renda fixa é baixíssimo, o menor disponível, em contrapartida, o retorno é menor também. O risco no ativos de renda variável é maior, porém, o retorno é potencialmente muito maior também. Entretanto, há formas de administrar esses riscos. Veremos isso mais pra frente. Você vai aprender naturalmente.