Inflação

Lembra que falamos de ativos num post anterior? Renda fixa, renda variável, etc. Pois é , o fato é que de qualquer forma você está exposto à economia do país, isso parece óbvio demais, dã. E logicamente aparentemente estamos mais seguros em ativos de renda fixa, afinal eles preservam o capital inicial investido. Porém, algo que ninguém te lembra é se o rendimento dessa aplicação financeira pelo menos mantém o seu poder de compra com o passar do tempo. 

Se a taxa da inflação for maior que a taxa Selic fica muito mais difícil encontrar um ativo que pelo menos preserve o poder de compra, veja lá ter rentabilidade real, a rentabilidade que passa da inflação. Em outras palavras, a inflação consome seu dinheiro e você nem sente! 

Aha! Fique esperto, talvez você esteja queimando dinheiro e nem se dá conta disso, é só o rendimento ser menor que a inflação que isso acontece. E logicamente, você não quer deixar isso acontecer com seu dinheiro tão suado né? E os ativos financeiros podem fazer isso por você. Lembra que eu falei? Devemos nos pagar antes e uma forma de fazer isso é comprando ativos! A dúvida agora é qual ativo comprar, de que tipo, de renda fixa ou de renda variável?

Já vimos que estamos expostos à economia independentemente do tipo de ativo ou mesmo algum bem do nosso patrimônio, vimos que podemos perder dinheiro até mesmo em ativos de renda fixa. Então como se proteger da inflação? Isso pode ser alcançado tanto com ativos de renda fixa quanto com ativos de renda variável.

Em renda fixa há ativos que garantem proteção contra a inflação, os mais conhecidos são os títulos do tesouro nacional. Estes garantem que uma vez investido um valor, será garantida a correção da inflação mais uma pequena taxa que é a rentabilidade real na data de vencimento do título. Mas isso só é garantido na data de vencimento, no intervalo da data de compra do título até a data de vencimento a rentabilidade oscila de acordo com a economia, sendo que pode acontecer que nesse intervalo tenha menos capital do que o investido.

A outra forma é através de ativos de renda variável, antes de apresentar a sugestão imediata, trago um exemplo para que você compreenda o porque da mesma. Já parou pra pensar no porquê todo ano a conta de energia, de água e de telefone, ficam mais caras? É o efeito da inflação, pelo fato de tudo ter ficado mais caro de forma generalizada, os custos de produção também aumentaram e isso precisa ser repassado ao consumidor para que a empresa consiga se manter. Então para que uma empresa qualquer continue existindo é necessário acompanhar a inflação. Certo, mas onde isso entra na questão dos investimentos? Você pode se tornar sócio das empresas que estão listadas na bolsa de valores! Para fazer isso basta comprar uma ação de uma empresa, aí você já é um acionista. Uma ação é uma pequeníssima fração da empresa e sua cotação tende a acompanhar a inflação. É comum também que o acionista receba parte dos lucros da empresa, logicamente proporcional a sua participação no capital da empresa, a quantidade de ações.

Porém, é prudente que você deixe disponível um valor que possa ser resgatado e livre das oscilações de mercado, uns chamam isso de reserva de emergência, reserva de oportunidades, reserva de liquidez, outros chamam de caixa, enfim, é um capital que você pode resgatar a qualquer momento. É comum sugerirem que essa reserva de emergência tenha o valor de 12 meses do seu custo de vida se você for um profissional autônomo ou 6 meses caso seja um assalariado. Entretanto, não tem regra certa ou errada, o mais importante é você ficar confortável com o montante que você separou pra isso. Por ordem de prioridade: a primeira coisa que precisa ser feita antes de investir é quitar as dívidas se existirem, não faz sentido investir havendo dívidas pois não é garantido que a rentabilidade dos investimentos e/ou aplicações as supere; em seguida deve ser feita a falada reserva de emergência, algumas pessoas possuem 100% do capital investido em renda variável mas isso já é para pessoas com mais experiência nesse tipo de ativo. Depois disso é que poderão ser escolhidos os ativos financeiros de diferentes tipos, e a partir de então vou lhe apresentar cada um nos próximos posts.

Por fim uma pergunta: Porque não é prudente alocar tudo em ativos de uma só categoria (Renda fixa ou Renda variável)? Se há dúvidas deixe nos comentários.